sábado, 8 de agosto de 2009

Telhado verde.

Quando pensamos em telhado verde, logo nos vem a mente uma técnica nova de arquitetura, mas ao contrário do pensamos, esta técnica já era trabalhada a muito tempo atrás. Como por exemplo, os Jardins Suspensos da Babilônia; são poucas as pessoas que reparam o telhado verde em meio a sua arquitetura. Reparem:

Abaixo estão alguns telhados verdes que achamos interessante mostrar:

O maior telhado verde do mundo, que se encontra em Dearborn, Michigan, onde Henry Ford revolucionou o modelo de fábrica, instalando ervas-pinheiras ao longo de 4,2 hectares, no telhado da Ford Motor Company.

Um ponto de ônibus no centro de San Francisco, que conta com a técnica do telhado verde.


O Hotel Imperial de Tóqio, que combina em seu telhado, plantas com painéis solares que imitam o formato de um laguinho de jardim. Tóquio tronou obrigatório a presença de telhados ecológicos, afim de provocar o esfriamento da região, que teve sua temperatura média elevada nos últimos anos, por ser uma "ilha de calor urbano", como é conhecida.

O telhado verde presente na Prefeitura de São Paulo. Uma ótima iniciativa para incentivar os brasileiros não é?

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Agradecimento.

Gostaríamos de ter feito este post antes, mas alguns problemas técnicos impossibilitaram!

Gostaríamos de agradecer a todos que compareceram à Feira de Ciências do Apogeu (que ocorreu em 15/07) e viram nosso trabalho! Não sabemos ainda em que lugar nosso trabalho ficou no ranking geral da Feira de Ciências, mas assim que ficarmos sabendo, postaremos aqui.

Após a realização do trabalho, resolvemos manter este blog, postando mais textos sobre o assunto, mais dicas, reportagens/notícias que acharmos interessantes e etc; então pedimos que qualquer sugestão de nossos leitores seja enviada por meio de comentário ou e-mail (
mylena-melo@hotmail.com).

Em breve postaremos mais.

Fotos da Feira de Ciências:

O interior da nossa maquete, que representa uma casa sustentável.

O telhado verde de nossa maquete,que conta com uma placa de energia fotovoltaica.


O flyer de nosso trabalho e um bloquinho que fizemos de lembrança do nosso trabalho.


O interior do flyer de nosso trabalho e um bloquinho que fizemos de lembrança do nosso trabalho.



A capa do flyer de nosso trabalho e um bloquinho que fizemos de lembrança do nosso trabalho.


Equipe "Casa Sustentável": Isabelle, Mylena, Laura, Alice, Antônio, Matheus e João Pedro.














terça-feira, 14 de julho de 2009

- O objetivo do trabalho foi demonstrar como uma casa sustentável pode ajudar a reduzir o stress, a somatização, e a se ter uma vida saudável; para realizarmos este trabalho estudamos especificamente o que é um desenvolvimento sustentável; cada mecanismo sustentável utilizado na casa, como a captação de água da chuva, a utilização de energia solar, reaproveitamento do material orgânico, o isolamento térmico, entre outros; estresse, como ele acontece, porque ele acontece; redução de gastos tanto na construção como no dia-a-dia da casa sustentável. Por ser uma casa sustentável, ela não agride, pelo contrario ajuda o meio ambiente, a casa saudável pode ajudar, apenas ajudar, em uma vida saudável, destacando que para se ter isso, é necessária uma combinação de fatores, não basta mudar apenas a casa, mas ela inclusive.

Desenvolvimento sustentável.

Definir desenvolvimento sustentável ainda é uma questão controversa. Para muitos, desenvolvimento e sustentabilidade são dois conceitos que não podem ser combinados na formação de um conceito único que seja facilmente inteligível. No entanto a definição mais amplamente aceita é aquela da Comissão Brundtland (Relatório Brundtland – elaborado pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento): desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades presentes sem comprometer a possibilidade de futuras gerações atenderem às suas próprias necessidades.

Porque uma casa sustentável?

Uma casa sustentável seria aquela que atende as necessidades do homem sem influenciar na vida das gerações futuras, cada mecanismo utilizado na casa não agride o meio ambiente, pelo contrário ajuda, como exemplo a captação de água da chuva e a utilização de energia solar. Além de ajudar o meio ambiente, a casa ajuda quem mora nela. A sociedade hoje vive um processo curioso, uma tentativa de salvar o planeta, e todos os habitantes do planeta deve estar envolvido nesse desafio. O morador da casa sustentável está fazendo a sua parte, está contribuindo para que ainda exista vida para as gerações futuras, por ser a casa um projeto que deixa o ambiente mais "limpo", deixa o ambiente mais saudável, e ainda possibilita que os gastos para sustentar uma casa sejam menores no fim do mês, o que permite ao seu morador trabalhar menos, ajudando, dessa forma, a reduzir o estresse e a somatização.
Levando em conta os prós a redução de gastos, a exemplo da energia elétrica, redução da somatização e do estresse e a não agressão ao meio ambiente; e os contra, como o fato de ser um investimento caro, com retorno em longo prazo, a necessidade de mão-de-obra mais especializada para a construção ou reforma, que chega a ser mais cara que a própria construção, chegamos a conclusão que, mesmo que o capital tenha de ser maior para construir uma casa sustentável, a longo prazo o retorno será compensador e ainda se estará de bem com o planeta

Energias alternativas.

Os sistemas que produzem energias renováveis geralmente são mais caros do que os já existentes, por serem tecnologias avançadas que dependem de muita pesquisa, porém, o consumo da energia sai muito mais barato ao consumidor do que a produção da mesma, sendo que essa diferença pode ser revertida ora ao próprio consumidor, ora à empresa, ou até mesmo, ao Estado, a longo prazo.
Mesmo as energias renováveis podem causar severos danos ao meio ambiente e à saúde populacional se não forem usadas de forma adequada, podendo gerar lixo radioativo, poluição atmosférica, erosão do solo em grande escala, sedimentação das bacias dos rios. Quando se trata de saúde, esses danos chegam a ser altamente nocivos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 2,4 milhões de pessoas têm suas vidas precocemente encerradas todos os anos por causa da poluição atmosférica (sexta maior causa de mortes prematuras no mundo).
O problema do lixo tóxico e radioativo já foi estudado diversas vezes, e vários projetos e programas de demonstração para que este problema seja resolvido já foram apresentados, porém, nenhum deles foi eficiente o suficiente.

Algumas energias renováveis:

• Energia hídrica: Nas usinas hidrelétricas, a energia elétrica tem como fonte principal a energia proveniente de quedas de água represadas a certa altura. A energia potencial que a água tem na parte alta da represa é transformada em energia cinética, que faz com que as pás da turbina girem, acionando o eixo do gerador, produzindo energia elétrica.

• Energia térmica: Nas usinas termoelétricas a energia elétrica é obtida pela queima de combustíveis, como carvão, óleo, derivados do petróleo e, atualmente, também a cana de açúcar (biomassa). A produção de energia elétrica é realizada através da queima do combustível que aquece a água, transformando-a em vapor. Este vapor é conduzido à alta pressão por uma tubulação e faz girar as pás da turbina, cujo eixo está acoplado ao gerador. Em seguida o vapor é resfriado retornando ao estado líquido e a água é reaproveitada, para novamente ser vaporizada.
Para esse tipo de energia ser produzida, alguns cuidados precisam ser tomados, como: os gases provenientes da queima do combustível devem ser filtrados, evitando a poluição da atmosfera local; a água aquecida precisa ser resfriada ao ser devolvida para os rios porque várias espécies aquáticas não resistem a altas temperaturas.

• Energia nuclear: Este tipo de energia é obtido a partir da fissão do núcleo do átomo de urânio enriquecido, liberando uma grande quantidade de energia. Vale destacar que este tipo de energia é muito perigoso e pode causar danos graves a toda uma sociedade, tanto economicamente, como se tratando de saúde, caso algum acidente ocorra envolvendo tal tecnologia.
- Urânio enriquecido: O átomo é constituído de um núcleo onde estão situados dois tipos de partículas: os prótons (que possuem cargas positivas) e os nêutrons (que não possuem carga).
Em torno do núcleo, existe eletrosfera, (onde se encontram os elétrons que têm cargas negativas). Átomos do mesmo elemento químico, que possuem o mesmo número de prótons e diferentes números de nêutrons são chamados isótopos. O urânio possui dois isótopos: 235U e 238U. O 235U é o único capaz de sofrer fissão. Na natureza só é possível encontrar 0,7 % deste tipo de isótropo. Para ser usado como combustível em uma usina, é necessário enriquecer o urânio natural. Um dos métodos é "filtrar" o urânio através de membranas muito finas. O 235U é mais leve e atravessa a membrana primeiro do que o 238U. Esta operação tem que ser repetida várias vezes e é um processo muito caro e complexo. São poucos os países que possuem esta tecnologia para escala industrial.
O urânio é colocado em cilindros metálicos no núcleo do reator que é constituído de um material moderador (geralmente grafite) para diminuir a velocidade dos nêutrons emitidos pelo urânio em desintegração, permitindo as reações em cadeia. O resfriamento do reator do núcleo é realizado através de líquido ou gás que circula através de tubos, pelo seu interior. Este calor retirado é transferido para uma segunda tubulação onde circula água. Por aquecimento esta água se transforma em vapor (a temperatura chega a 320°C) que vai movimentar as pás das turbinas que movimentarão o gerador, produzindo eletricidade.

• Energia geotérmica: Energia geotérmica é a energia produzida de rochas derretidas no subsolo (magma) que aquecem a água no subsolo. Em áreas de vulcanismo intenso, que o vapor e a água quente afloram às superfícies, como na Islândia, as usinas elétricas aproveitam esta energia para produzir água quente e vapor. O vapor aciona as turbinas que geram quase 3.000.000 joules de energia elétrica por segundo e a água quente percorre tubulações até chegar às casas.

• Energia eólica: A energia eólica é a energia mais limpa que existe.Porém, como essa forma de energia é dependente do vento, que é um fenômeno natural, existem algumas interrupções temporárias, pois, na maioria dos lugares, os ventos não são constantes. Logo, a energia eólica é a mais limpa e pura, porém, é demorada.
Os moinhos de vento já são conhecidos a muito tempo, e usam a energia dos ventos, isto é, eólica, não para gerar eletricidade, mas para realizar trabalho (como bombear água e moer grãos).
A energia eólica é produzida pela transformação da energia cinética dos ventos em energia elétrica. A conversão de energia é realizada através de um aerogerador que consiste num gerador elétrico acoplado a um eixo que gira através da incidência do vento nas pás da turbina.
A turbina eólica horizontal (a vertical não é mais usada) é formada essencialmente por um conjunto de duas ou três pás, com perfis aerodinâmicos eficientes, impulsionadas por forças predominantemente de sustentação, acionando geradores que operam a velocidade variável, para garantir uma alta eficiência de conversão.A instalação de turbinas eólicas tem interesse em locais em que a velocidade média anual dos ventos seja superior a 3,6 m/s.

• Energia das marés: A energia das marés é obtida de modo semelhante ao da energia hidrelétrica.
Constrói-se uma barragem, formando-se um reservatório junto ao mar. Quando a maré é alta, a água enche o reservatório, passando através da turbina e produzindo energia elétrica, e na maré baixa o reservatório é esvaziado e água que sai do reservatório, passa novamente através da turbina, em sentido contrário, produzindo energia elétrica.

• Energia fotovoltaica: A energia fotovoltaica é fornecida de painéis contendo células fotovoltaicas ou solares que sob a incidência do sol geram energia elétrica. A energia gerada pelos painéis é armazenada em bancos de bateria, para que seja usada em período de baixa radiação e durante a noite.
A conversão direta de energia solar em energia elétrica é realizada nas células solares através do efeito fotovoltaico, que consiste na geração de uma diferença de potencial elétrico através da radiação. O efeito fotovoltaico ocorre quando fótons (energia que o sol carrega) incidem sobre átomos (no caso átomos de silício), provocando a emissão de elétrons, gerando corrente elétrica. Este processo não depende da quantidade de calor, pelo contrário, o rendimento da célula solar cai quando sua temperatura aumenta.

A iluminação doméstica é responsável por uma grande parcela no consumo de energia de uma casa, economizando-a, estaremos contribuindo com o meio ambiente e evitando a necessidade de aumentar a produção de energia, do nosso país.

Para economizar com a iluminação, os ambientes devem ser pintados com cores mais claras, porque estas refletem melhor a luz. Existe a venda, sensores capazes de acender e apagar as lâmpadas, com a simples presença ou não de alguém no ambiente. Quando este sensor detecta que não há ninguém no ambiente, ele automaticamente irá desligar as lâmpadas.

Telhado verde.

O telhado verde ou eco-telhado é uma técnica de arquitetura que consiste no uso de vegetação sobre a cobertura de casas e edifícios, com impermeabilização e drenagem adequadas, proporcionando melhorias nas condições de conforto termoacústico (tanto no inverno quanto no verão) e paisagismo das edificações, reduzindo a poluição ambiental comum em grandes centros urbanos. Além de melhorias no conforto termo acústico e na redução da poluição, estudos de bioclimatismo indicam que, com o uso de coberturas vivas, é possível melhorar em 30% as condições térmicas no interior da edificação, sem recorrer a sistemas de climatização condicionamento térmico artificiais.
O telhado verde também mantém a umidade relativa do ar constante no entorno da edificação, formando um microclima e purificando a atmosfera ao seu redor, como um microecossistema e contribui no combate ao efeito estufa.
O telhado verde se constitui preferencialmente de plantas adaptadas a solos rasos, resistentes a estiagem e com baixa manutenção como os seduns. Não é recomendável o telhado de grama por sua alta exigência de água. Um telhado verde pesa cerca de 50 kg por metro quadrado já saturado e pode ser colocado sobre praticamente qualquer tipo de telhado ou laje.
As plantas e a terra do telhado verde funcionam como um filtro natural da água, que pode ser armazenada, para depois ser usada na irrigação do jardim, no vaso sanitárias, no chuveiro, etc.
A obra exige a instalação de uma estrutura específica na cobertura da casa. Se o telhado for simplesmente uma laje, é preciso impermeabilizá-lo; se for feito de telhas de cerâmica, é preciso retirá-las e colocar placas de compensado que servirão de base para a cobertura vegetal. Ali serão colocados a terra e o adubo para o crescimento das plantas. Mantas onduladas, para impedir que os resíduos escorram, e de impermeabilização, para evitar infiltrações na casa, tudo isso faz parte do projeto de um telhado verde.
Os custos de instalação de um telhado verde são cerca de seis vezes maiores do de um telhado convencional (o preço varia entre 100 a 150 reais). A diferença de preços se deve basicamente à quantidade de materiais envolvidos, à complexidade de instalação e à escassez de mão-de-obra especializada. No entanto, a longo prazo esse custo pode ser compensado devido à economia de energia. Outro fator de economia é a extensão da vida útil de uma cobertura com telhado verde em relação à convencional, o telhado verde só necessita de manutenção devido a ações climáticas.
Assim percebemos que o telhado verde só tem benefícios.

Captação de água.

A água da chuva é destilada e cai sem cobrar impostos. Recolher essa água e aproveitá-la é uma tendência forte na busca de soluções para economizar água potável. A idéia é não perder a água da chuva que cai no telhado. Se ela não for captada, vai acabar se infiltrando na terra, ou então, pode ir para o sistema de águas pluviais urbano. Se esse sistema estiver sobrecarregado, a água não captada vai aumentar o caos dos alagamentos.
A água de chuva captada nos telhados não é potável porque entra em contato com impurezas por onde passa. No entanto, é boa para vários usos domésticos. Em alguns casos, pode ser usada na lavagem de roupas.
Na ilustração acima, temos um esquema de como fazer captação de água da chuva. A chuva cai nos telhados, é recolhida pelas calhas, passa por um filtro que retêm sujeiras como folhas e fica armazenada na cisterna enterrada. Uma bomba envia a água da cisterna para a caixa d'água elevada. A partir da caixa d'água, a água da chuva é distribuída para o vaso sanitário, a irrigação do jardim, o tanque de lavar roupa e a máquina de lavar.
A captação de água da chuva pode ser aplicada em residências, condomínios, prédios comerciais e industriais – como pode ser observado no Empório Bahamas Verde, no bairro Cascatinha. Seu custo ainda é alto, mas vai se pagando aos poucos com a economia na conta de água. O consumo de água tratada em uma residência pode cair a menos da metade com a instalação de um sistema de captação de água.
A captação de água pluvial traz várias vantagens para o ambiente. Primeiramente, reduz o consumo de água potável, que custa caro e agride o meio ambiente com a criação de represas, consumo de produtos químicos, etc. Em segundo lugar, a captação de água da chuva reduz o fluxo de água que corre para o sistema de águas pluviais durante as chuvas. Isso pode aliviar os transtornos com alagamentos, pois a água será liberada aos poucos nos dias seguintes à chuva. O sistema de captação consome pouca energia e a maioria de seus componentes pode ser fabricada com plástico reciclado.
Com o tempo, é provável que o poder público crie mecanismos para estimular a captação de água de chuva na área urbana. O ideal seria que os proprietários de terrenos fossem responsáveis pela captação de toda a chuva que cai sobre as áreas construídas no seu terreno, incluindo aí calçamento e pavimentação. Essa medida teria a vantagem adicional de estimular a ampliação da área de infiltração na área urbana.
Com esse processo de captação de água, é possível melhorar a vida de muitas pessoas que vivem em áreas secas, que, além de sofrerem com a falta d’água, ainda sofrem com enchentes de longa duração. A captação de água pluvial diminuiria tanto a falta d’água quanto as enchentes decorridas das chuvas.

Isolamento térmico.

O isolamento térmico e muito importante porque garante uma temperatura agradável no ambiente. É importante também porque permite uma redução no consumo de energia já que reduz as perdas de calor no inverno e os ganhos de calor no verão.

Alguns tipos de isolamentos térmicos.

- Esferovite (ESP): blocos sólidos de espuma rígida que, para a construção civil, são posteriormente selecionados em placas de variadas espessuras.
- Painéis rígidos de alta densidade: indicados para proteção ao fogo em estruturas metálicas.
- Feltros leves e flexíveis: indicado para o isolamento termo-acústico em superfícies irregulares, planas ou cilíndricas.
- Vidro duplo: consiste em duas placas de vidro que são unidas e o espaço que fica entre elas é preenchido com um gás (por exemplo, o árgon).
- Cortiça: o aglomerado negro de cortiça expandida goza de uma excelente reputação no mundo inteiro, sendo considerado o produto ideal na resolução de problemas de isolamento. As suas características, desde a elasticidade, durabilidade ilimitada, não propagação da chama, para além de manter indefinidamente as suas características e de ser reciclável sem prejuízo para o meio ambiente, tornam o aglomerado negro de cortiça expandida num produto cada vez mais utilizado.

Reaproveitamento de lixo.

O Brasil nos dias de hoje produz cerca de 115 mil toneladas de lixo por dia e um dos meios mais eficazes para reduzir essa quantidade de lixo é o reaproveitamento.
Alem de colaborar com a limpeza do meio ambiente, o reaproveitamento de coisas que normalmente vão para o lixo, na sua maioria plásticos, metais, papel e vidro, além do lixo orgânico, faz com que haja economia de recursos naturais e energia.
Garrafas do tipo PET, quando são recicladas, dão origem a outros materiais como solado de sapato, roupas e até mesmo bicho de pelúcia. Mas a procura por esses produtos é muito baixa, fazendo com que a demando de garrafas PET seja maior, isso faz com que muitas delas parem nos lixões, não sendo reaproveitadas.
O lixo orgânico, que corresponde a mais da metade do lixo produzido, muitas vezes pode virar adubo orgânico, o que é muito melhor para a saúde do consumidor do que o adubo químico.
O reaproveitamento do lixo orgânico faz com que diminua a quantidade de lixo nos aterros.

Coleta seletiva.

Resíduos perigosos
Resíduos não recicláveis
Resíduos orgânicos
Metal
Papel/Papelão
Madeira
Resíduos Ambulatoriais (branco)
Resíduos radioativos
Vidro
Plástico

Dicas de reaproveitamento e reciclagem.

A redução de resíduos começa antes de fazer as compras. A primeira dica é observar quanto lixo um produto produz antes mesmo de levá-lo para casa e, então, escolher aquele que é menos poluente e também aqueles que possam ser reciclados.
É bom evitar os que possuem embalagens descartáveis, como legumes e frutas na bandeja de isopor coberta por plástico PVC, por exemplo. Elas podem até parecer mais modernas e higiênicas, mas geram lixo desnecessário.
Dê preferência a pratos, xícaras, copos e talheres de materiais duráveis em vez dos descartáveis. Além disso, as embalagens de vidro ou metais podem ser reutilizadas para outras funções, como guardar objetos.
Outra forma de evitar o desperdício é imprimir apenas o que for realmente necessário. Pode-se, ainda, usar o verso de impressões antigas como bloco de rascunho ou imprimir nos dois lados da folha.
No supermercado, as sacolinhas plásticas devem perder espaço para outras não-descartáveis, como as que são usadas em feiras livres. O acúmulo desses sacos polui rios e eles podem até matar animais aquáticos sufocados.

Lixo no lugar certo!

Pilhas e baterias de celular não podem ser jogadas no lixo comum. Esses materiais contém substâncias tóxicas que, no solo, contaminam os lençóis subterrâneos de água. O ideal é levá-las a um depósito apropriado.
O óleo que usamos na cozinha também não deve ser despejado na pia ou no ralo. Um litro de óleo pode contaminar cerca de 1 milhão de litros de água. Por este motivo, o ideal é colocar este material numa garrafa plástica antes de jogá-lo no lixo.
É importante lembrar que o óleo ainda é muito utilizado para fabricar sabão e sabonete caseiros. Esse pode ser o destino do óleo, caso se conheça algum local que realize esse trabalho.

Reaproveitamento de comida.

Cerca de 60% dos alimentos adquiridos para serem consumidos em casa vão para o lixo. Números como esses colocam o Brasil dentre os países que mais desperdiçam.
O desperdício domestico está ligado principalmente à falta de costume das pessoas em planejar a alimentação. Alem de comprar uma quantidade maior do que a necessária para o consumo, muitos ainda deixam de aproveitar os alimentos integralmente.
Partes que normalmente são desprezadas como talos, folhas, sementes de vegetais, podem ser tão, ou mais utilizadas na alimentação do que outros alimentos e muitas vezes são bem mais saudáveis, como a folha da abóbora que tem 40 vezes mais cálcio do que a polpa da abóbora.

Algumas receitas que utilizam "restos" de comida.

• Batata frita com casca
Ingredientes:
Batata com casca
sal
óleo

Modo de preparo:
Lavar muito bem as batatas. Cortar em rodelas finas. Depois de enxutas, frite em gordura quente. Tempere com sal.

• Bife de casca de banana
Ingredientes:
Cascas de 6 bananas maduras
1 xícara de farinha de rosca
1 xícara de farinha de trigo
3 dentes de alho
Sal a gosto
2 ovos

Modo de preparo:
Higienizar as cascas das bananas e lavar em água corrente. Cortar as pontas. Retirar as cascas na forma de bifes, sem parti-las. Amassar o alho e colocar numa vasilha junto com o sal. Colocar as cascas das bananas nesse molha. Bater os ovos como se fosse omelete. Passar as cascas das bananas na farinha de trigo, nos ovos batidos e, por último, na farinha de rosca, seguindo sempre esta ordem. Fritar as cascas em óleo bem quente. Deixar dourar dos dois lados. Servir quente.

• Bolinho de talos, folhas ou cascas
Ingredientes:
1 xícara (chá) de talos, folhas ou cascas bem lavadas e picadas
5 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de água
½ cebola picada
óleo para fritar
sal a gosto
2 ovos

Modo de preparo:
Bater bem o ovo e misturar o restante dos ingredientes. Fritar os bolinhos às colheradas em óleo quente. Escorrer em papel absorvente. Podem ser usadas: talos de acelga, couve, agrião, brdcolis, couve-flor, folhas de cenoura, beterraba, nabo, rabanete, ou cascas de chuchu.
OBS.: No caso dos talos da couve, couve-flor e brócolis recomenda-se dar uma pré-fervura antes do preparo. Aproveitar esta água do cozimento dos talos para outras preparações (arroz, sopa etc.)

• Assado de maçã
Ingredientes:

- Massa:
1 colher rasa (sobremesa) de açúcar
1 colher (sobremesa) de margarina
1 colher (sopa) de óleo
30 gramas de fermento para pão
1 quilo de farinha de trigo
1 e ½ copo de água
1 copo de leite
sal a gosto
1 ovo
- Recheio:
5 maçãs picadas
açúcar
canela

Modo de Preparo:
Misturar todos os ingredientes e acrescentar a farinha aos poucos até soltar das mãos. Depois, rechear com as maçãs cozidas no açucar e canela sem a calda, dando o formato que desejar. Colocar para assar e polvilhar açúcar e canela depois de pronto.

• Bolo de casca de abóbora com chocolate
Ingredientes:

- Massa:
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 e ½ xícara (chá) de farinha de trigo
2 xícaras (chá) de casca de abóbora picada
2 xícaras (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de maisena
1 xícara (chá) de óleo
3 ovos
- Cobertura:
4 colheres (sopa) de chocolate em pó
4 colheres (sopa) de açúcar
4 colheres (sopa) de leite

Modo de preparo:

- Massa:
Bata no liquidificador as cascas, ovos e óleo. A parte, peneire numa tigela a farinha, maisena, açúcar e fermento. Junte a mistura no liquidificador e misture muito bem. Unte uma assadeira média com margarina e farinha, coloque a mistura e leve para assar em forno médio.
- Cobertura:
Misture todos os ingredientes e leve ao fogo até ferver e reserve. Depois do bolo assado, espalhe esta cobertura por cima e deixe esfriar.

• Mais receitas em: http://www.livrodereceitas.com/aproveita/index.html

Compostagem.

A compostagem é uma técnica milenar que consiste na decomposição controlada dos restos alimentares. Quando procedemos com a compostagem estamos seguindo as regras da natureza e destinando corretamente nossos resíduos.
Os resíduos, após sofrerem o processo de compostagem viram adubo, podendo ser utilizados em plantas ou plantações.
Cascas de legumes e frutas, cascas de ovos, verduras, folhas e galhos secos podem ser utilizados no processo de compostagem. Assim, reaproveitando restos de comida e diminuindo a quantidade de lixo.

Materiais de construção sustentáveis.

Uma casa ecologicamente correta é construída apenas com materiais reciclados ou que não agridam o meio ambiente. Atualmente a variedade deste tipo de produto no mercado não é muito grande, poucas indústrias se preocupam em fabricar materiais para a construção que sejam reciclados, até porque a demanda para este tipo de mercadoria e muito pequena.
Poucas pessoas na hora de construir procuram esses produtos alternativos, atualmente raríssimas construções contam com materiais ecológicos porque a existência deles é pouco divulgada e os consumidores não sabem onde comprar e nem o preço de custo e acabam imaginando que eles custam mais caro que os convencionais, o que não é verdade.
Uma casa ecológica custa mais barato. Além de o material apresentar um custo mais baixo a economia que se faz com sistemas como o teto solar e o reaproveitamento de água da chuva é de cerca de 35%.
Alguns itens ecológicos para a construção já são encontrados no mercado.

Alguns produtos sustentáveis encontrados no mercado:

  • Cobertura:

    - Telha e forro: Podem ser feitos de tubos de pasta de dente ou embalagens longa vida reciclados; a superfície aluminizada melhora o conforto térmico.

    - Placa cimentícia: Feita de lascas de madeira e cimento; tem ótimo desempenho acústico.
  • Paredes:

    - Tijolo modular: Produto feito de terra (com ou sem cimento) em prensa, sem queima.
  • Instalações:

    - Tubos de PP:
    De plástico reciclável e atóxico, servem para água quente e fria, unidos por termofusão.

    - Tubos de PEAD: Também de plástico (polietileno de alta densidade) atóxico e reciclável, servem para conduzir água fria e gás e são unidos por compressão.

    - Conduítes: De embalagens de agrotóxicos desintoxicadas.

    - Caixinhas para interruptor: De polietileno, que é reciclável.
  • Alvenaria:

    - Impermeabilizante vegetal: É feito a base de poliuretano vegetal e não tem compostos derivados do petróleo.

    - Cal pozolânica: Tem 30% de cal virgem e 70% de filtro (rocha pulverizada),o que poupa as fontes de calcário e minimiza a poluição.

    - Cimento: O do tipo CP3 é o que mais utiliza (da indústria siderúrgica) em sua formulação, reduzindo o consumo de clínquer, material feito de calcário e argila.
  • Piso:

    - Marmoleum: Fabricado com óleo de linhaça, farinha de madeira, resinas naturais e pigmentos minerais.
  • Estrutura:

    - Madeira plástica: De plástico (PET, polipropileno e polietileno) reciclado e fibras vegetais, pode ser usada em deques e estruturas leves.

    - Madeira certificada: A certificação garante que a amadeira vem de florestas que tem manejo (dão tempo de a natureza repor as árvores retiradas).

O projeto sustentável alivia os gastos da casa.

A construção de uma casa ecológica pode chegar a ser até 30 % mais barata do que uma construção convencional, porque seu preço é proporcional ao seu grau de sustentabilidade.
Se o proprietário optar por tratar todos os efluentes (esgoto) para reaproveitamento da água, ela será bem mais cara porque envolverá sistema de tratamento.
O aproveitamento de água de chuva é de baixo custo e não irá encarecer a obra.
A construção da casa é o principal ponto. Definir prioritariamente os materiais a serem utilizados é fundamental. As fundações podem ser feitas no sistema convencional. As paredes mais econômicas são as construídas com tijolos solo-cimento. Pode-se fazer uma economia considerável.
Em uma casa sustentável, além de o morador contribuir com o meio ambiente, contribui também com o seu bolso e sua saúde. Dispensar a companhia elétrica deve ser a primeira coisa a ser feita. As principais fontes substitutas à elétrica são a solar e a eólica. A eólica é a energia mais limpa e barata existente, o que é um grande trunfo na economia da residência.
Uma das maiores preocupações no interior do lar é o conforto face às temperaturas. No verão é freqüente a existência de ar condicionado e/ou ventoinhas sendo substituídas no inverno por aquecedores. Este setor a climatização ocupa cerca de 15% de toda a energia consumida dentro de casa e é um dos pontos onde estas tecnologias atuam através de dois princípios: estratégias de arrefecimento (Verão) e estratégias de aquecimento (Inverno).
Reduzir a intensidade do ar condicionado em um grau centígrado poupa 10% da energia.
Com essas formas de energia é possível ter uma satisfatória redução e queda de custos.
Morando-se em uma área rural, talvez não haja serviço de coleta de lixo. Isso pode ser resolvido com reciclagem e compostagem. Pensando-se bem ao adquirir produtos, também é possível eliminar muito lixo. Plantar os próprios vegetais ou criar algumas galinhas e cabras para ter leite e ovos, assim evita-se comprar produtos que se podem ter sem gastar dinheiro e não se adquirem embalagens, diminuindo o lixo.
Tendo uma Casa Sustentável, cuida-se também da própria saúde. Substituindo produtos industrializados por alimentos orgânicos, a resistência do organismo à microorganismos passa a ser maior. Além disso, evitam-se desperdícios e diminuem as contas no fim do mês, diminuindo o estresse.

Casa sustentável, vida saudável.

Hoje em dia o estresse é algo comum na sociedade; devido à correria do dia-a-dia; porém são poucas as pessoas que sabem o que é o estresse realmente; suas causas e o que podemos fazer para acabar com ele, ou ao menos, diminuí-lo. Muitas vezes, as pessoas passam por determinados problemas de saúde e nem sabem que eles são fruto do estresse. Portanto, o que é o estresse?

O QUE É ESTRESSE?

O estresse, é um conjunto de reações do corpo que, se exageradas, podem levar a um desequilíbrio do organismo. A reação ao estresse é uma atitude necessária para a adaptação a situações novas, sem o estresse não saberíamos como reagir a situações de medo e perigo. Porém, devido a correria do dia-a-dia o estresse passa a ser excessivo, o que é muito prejudicial para nossa saúde física e mental.

  • As áreas em tom de vermelho, amarelo e laranja demonstram o excesso de adrenalina no cérebro, causado pelo estresse, o que pode fazer com que a pessoa cometa atos violentos e seja impulsiva.

  • No gráfico abaixo está sendo mostrado o impacto do estresse em nossa performance diária.

COMO A CASA SUSTENTÁVEL DIMINUI O ESTRESSE?

Para começar, estudos indicam que cultivar plantas faz bem a sua saúde. A jardinagem e o ato de contemplar a beleza das plantas são atividades relaxantes que aliviam o estresse da vida urbana.
Sabemos que o contato com flores e plantas faz bem à saúde. Quase ninguém duvida de que a jardinagem - ou a simples contemplação de uma bela paisagem - traz renovação física e mental. Mas como explicar esse efeito? Em um estudo, Terry Hartig, da Universidade de Uppsala, na Suécia, concluiu que as pessoas se recuperam mais rapidamente do estresse quando entram em contato com a natureza. E, o que é melhor, esse restabelecimento ocorre em poucos segundos. Hartig submeteu 112 jovens a uma série de tarefas estressantes - entre elas, dirigir um automóvel por um local desconhecido.
Os participantes, que, depois disso, descansaram em uma sala com vista para uma paisagem arborizada e, em seguida, passearam por um local com árvores, recobraram o ânimo e experimentaram uma redução na pressão arterial em menos tempo do que as pessoas que se sentaram em uma sala sem janelas e depois caminharam por uma área urbanizada.
Os povos nativos, ditos não-civilizados e com menos educação formal, têm veneração pela natureza e uma ética expressa em hábitos como caçar e pescar para o próprio sustento, assim, estão livres do estresse que ocorre nas sociedades tidas como avançadas em consumo desenfreado, desperdício, patologias e desequilíbrios.
A norte-americana Susan Andrews desenvolveu no Brasil um trabalho espiritual e humanitário. Há dez anos ela coordena o Parque Ecológico Visão Futuro, uma "ecovila" (comunidade auto-sustentável) no interior de São Paulo.
A casa sustentável que apresentamos neste projeto tem como objetivo integrar a tecnologia dos dias de hoje e a natureza, sempre com conforto e respeito ao meio ambiente, para que, ao entrar em casa, a pessoa se desligue do mundo estressado em que vivemos hoje e entre em harmonia com a natureza, fazendo o bem para ela e para o mundo todo, optando por energias renováveis e conservação da natureza. Mas nada disso adianta se o morador desta casa não estiver de bem com si mesmo e trouxer estresse de fora de casa para dentro, pois o estresse desarmoniza qualquer residência por mais calma e tranqüila que for.

Matriz comparativa de materiais.




quinta-feira, 25 de junho de 2009